segunda-feira, 9 de setembro de 2013

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sexta-feira, 3 de maio de 2013


O emagrecimento como objeto de consumo 


Eu sempre fui magra. Minha estrutura física e metabolismo sempre foram proporcionais a um corpo mais esbelto. Os hábitos alimentares familiares também me favoreceram ao longo da vida. Passei a infância comendo muita fruta de quintal e correndo feito um moleque para lá e para cá. Comer não era problema, nem era esse tesão todo. Comia o que precisava. 
Segui assim até a idade adulta. Após os 30 anos, ser esbelta já não é mais tão simples assim. O metabolismo e as atividades mudaram. Continuo magra, mas posso dizer que encorpei. Estou me adaptando bem às mudanças do corpo. Acho que as marcas de expressão no rosto me incomodam um pouquinho mais... 
Aos 33 anos, vim para o Norte de Portugal fazer parte dos meus estudos de "doutoramento", como dizem por aqui. Vim para uma cidade chamada Braga, de porte médio, muito agradável de viver e muito fria! Sim, podem dizer que não estou na Finlândia nem nada! Mas para quem vive no Rio 50 graus, uma rotina de chuva, vento e temperaturas na média de 5 graus, é dureza.
Algumas horas após o choque térmico inicial, com uma sensação corporal de congelamento, eu só pensava em comer e beber vinho. E, não, eu não pensava em frutas  frescas e alimentos mais leves, eu pensava em sopa quente, carnes gordas e frituras. E mais vinho! Meu corpo estava em guerra e demandava recursos para contra-atacar. No desespero do frio e da solidão, "danei" a comer. Naquela altura do auge do inverno, era tudo que eu podia fazer para me defender. E funcionou muito bem. 
Um mês depois, o susto: minha calça jeans mal fechava. Como assim?! Depois de acostumar a vestir camadas de roupas e não ter tempo nem de me olhar no espelho_ eu saia do banho correndo para debaixo das três camadas de roupa costumeiras_ eu perdi a noção do meu próprio corpo. Uma espécie temporária de distúrbio de imagem corporal induzido pelo frio (e pelo vinho?). 
Ao fim do inverno, eu me sentia estranha! Não reconhecia mais o meu corpo. Fiquei tensa e pensei: " Vou dar um jeito". "Baixou" a nutricionista vingadora! Era uma questão de honra_ e de silhueta também! 
Comecei a comer menos na rua. Investi em cozinhar em casa, e dessa forma, não fazia nenhuma fritura ou alimentos muito gordurosos_ nunca tive mesmo o hábito. Durante essa fase de colocar as mãos na massa, percebi que comer na rua era uma forma também de não me sentir tão sozinha. Comer fora, comer frituras e doces foi uma forma orgânica de lidar com o frio e a solidão. Essas práticas me traziam alguma companhia (ou ao menos a presença de pessoas aos meu redor) e uma espécie de conforto maternal, como aquele leite quente cheio de açúcares, nutrientes e lipídios dos quais tanto precisava quando era bebê. 
Depois dessa fase inicial, comecei a andar mais, fazer tudo que havia para fazer na cidade à pé. Andei, andei, andei até ficar em movimento novamente. E a primavera chegou! A colega de "doutoramento" brasileira chegou, as visitas foram se tornado freqüentes, as árvores renasceram, as flores coloriram a cidade... E eu andando.
Quer dizer, agora somos nós andando! E andamos e andamos... Entramos em contato com um grupo de agricultura familiar. A Bete se inscreveu num sistema para receber cabaz (cesta) de alimentos orgânicos. Nós fomos lá buscar como quem vai em busca do tesouro no fim do arco-íris. Tudo se tornou divertido. Comer salada se tornou um prazer, porque o tempo está mais quente, porque é gostoso, porque nos divertimos escolhendo o cardápio do jantar. Provar os cogumelos, as endívias, os aspargos. Tudo é prazeroso. O prazer de comer é compartilhado!
Sem me dar conta, voltei ao meu peso de hábito. Não copiei ou inventei dietas mirabolantes, não comprei produtos, não encomendei as barras de cereal milagrosas de uma atriz famosa. A minha forma de viver mudou! A minha forma de me relacionar com os alimentos mudou. Eu me tornei de novo um ser que interage com pessoas queridas, que sai andando por aí porque isso dá prazer. Que se dedica a preparação do jantar porque é importante e divertido. Numa cidade tranqüila, recuperei a paz de saber que não estou só. Recuperei o prazer de ser o que sou e então, o meu corpo voltou a ser o que é. 
Qualquer mundança que nos diga respeito, não vem de fora. Vem de nós!


terça-feira, 24 de abril de 2012

Lembrança com gosto de pão mergulhado no café

Tomando o café da manhã distraída, deixo o pão molhar no café. E no tempo curto de uma mordida, me transportei para o colo da minha avó. Lá estava eu sentada no colo dela, na cadeira de balanço, comendo pão molhado no café da tarde. E de repente não estava mais.
Foi como reacender um sentimento, uma luz na memória dos meus amores mais ricos. Chorei. Chorei gostosamente um choro de saudade de quem tem alguém nas lembranças, nas fotos, nos cheiros, na vida... Tenho porque acredito que ela está num desses universos paralelos ao meu, ralando aipim para fazer bolo ou comendo suas laranjas à tarde na porta de casa. Ela está logo ali, nos abraços que me deu e nas broncas também. Está ali e está aqui, mesmo que no tempo curto de um sabor inesquecível.

quinta-feira, 16 de fevereiro de 2012

Se beber, não esqueça da água!

Para os foliões que estão ansiosos para os tão esperados dias de carnaval, uma dica:

Se você gosta de bebidas alcoólicas, beba água entre uma "birita" e outra.

A cerveja, a vodca, a caipirinha e todas as demais bebidas com álcool fazem a gente fazer mais xixi. Ou seja, a gente vai desidratando, perdendo água. E corpo sem água não funciona! A gente precisa de água para a pressão continuar normal, para o coração continuar batendo, para o cérebro continuar funcionando, para o sistema digestivo continuar digerindo os alimentos_ começando na produção de saliva na boca!

Então, curtam afesta e não se esqueçam da garrafa d'água! Ela é essencial para começar e terminar bem o carnaval! Divirtam-se! :D

quinta-feira, 2 de fevereiro de 2012

Café com ou sem cafeína?

Não é a primeira vez que eu falo sobre café aqui. Já divaguei sobre cafeteria , já sugeri acompanhamentos para o café, já contei causos e até fiz poesia! Toda essa dedicação porque eu adoro café! Não só pelo sabor, efeito estimulante, aroma enebriante, mas também por ter uma importância histórica, social e cultural, sendo apreciado no mundo inteiro.
Mas mesmo diante de tantos atrativos, muita gente não bebe café por causa da cafeína_ substância encontrada na bebida que tem ação estimulante, aumentando a atenção, acelerando os batimentos cardíacos e proporcionando um sensação de prazer. Por conta dessas características, acabamos bebendo o café todos os dias e alguns podem se tornar dependentes da bebida, aumentando cada vez mais a quantidade ingerida.
Para contornar os problemas que a cafeína pode causar, sugiro o café descafeínado que muitos acham que é insosso e sem gosto de café de verdade_ sem ao menos terem provado! O processo industrial de extração da cafeína é bastante eficaz, eliminando cerca de 99% dessa substância do grão do café. Eu mesma faço um descafeínado quando quero beber café mais tarde ou quando estou muito agitada. O sabor é de café comum, não há nada de estranho nele a não ser a falta do efeito-cafeína. Para os apreciadores do sabor do café que não querem perder o sono, está aí uma boa pedida.
Outra sugestão é fazer uma mistura para reduzir a quantidade de cafeína. Quando estou muito agitada, faço o café com 1 parte de pó com cafeína e 2 partes de pó sem cafeína. E vou alterando as quantidades a medida que preciso de mais ou menos cafeína. Como sou sensível a essa substância, a mistura é muito útil para eu dar uma acordada, sem ficar acelerada.
E atenção! A cafeína e substâncias similires com efeito estimulante não estão presentes só no café, mas também nos refrigerantes (adicionados de cafeína para provocarem vício e aumentar o consumo), no chocolate, no chá preto, na noz moscada, nas bebidas energéticas e no mate.


Enfim, com cafeína ou sem cafeína, o café é uma delícia! Degustem e sejam felizes!



quinta-feira, 19 de janeiro de 2012

Desfiar peito de frango é moleza!

Acha que estou blefando? Não estou. Basta cozinhá-lo por 20 min na panela de pressão. A carne solta inteira da carcaça e fica super macia. É só puxar com o garfo e ela vai desfiando facinho, facinho.
E não esqueça! A água do cozimento pode servir para fazer uma canja, uma sopa, para cozinhar o arroz do risoto de frango ou servir como um ótimo caldo de carne para cozinhar.

Para quem não gosta de usar panela de pressão, dá uma lida aqui

Estão aí as dicas! Licença que vou lá comer meu risoto com o caldo do frango (esse aí da foto)! ;)

segunda-feira, 2 de janeiro de 2012

Você acha difícil fazer feijão? Dá uma lida aqui!


Eu cozinho desde criança. Fazia bolo, macarrão, salada de fruta, farofa de tatuí e toda sorte de comidinhas que uma criança pode fazer sem se machucar. A medida que fui crescendo, aprendi a assar carnes, fazer arroz, risoto, salpicão, ensopados, saladas... Mas toda vez que queria fazer feijão, minha mãe e avó tomavam a frente e faziam primeiro. Com o tempo, fui perdendo o interesse e achando que era muito complicado.
Recentemente, pensando sobre esse bloqueio, comecei a perguntar às pessoas sobre isso. Minha mãe confessou que tinha medo que eu mexesse na panela de pressão, assim como a minha avó. Alguns amigos e amigas ou não comem ou não fazem e pegam feijão pronto com a mãe, sogra ou qualquer pessoa próxima que o faça.
O fato é: afinal, por que eu não faço feijão? E por que ouço tanta gente dizer que fazer feijão é difícil?
Dia desses em que a gente acorda resoluta da vida, fui ao mercado, comprei um saco de feijão e procurei saber como fazia. Afinal, não poderia ser tão difícil assim! Vamos ao passo a passo do meu primeiro feijão:
Medi um copo de feijão, coloquei dentro de uma panela de pressão pequena (cerca de 2,5l) e acrescentei água suficiente para cobrir os grãos. Deixei de molho por 1h e escorri essa água. Depois acrescentei água até que preenchesse um pouco menos que a metade da panela, fechei com a tampa, liguei o fogo e após começar a fervura, contei 20 min.
É importante ressaltar alguns detalhes do uso da panela de pressão: nunca encha de água até a tampa (a água precisa de espaço pra ferver), preencha de água até a metade da altura da panela. Feche bem, ligue o fogo e quando começar a chiar (quando a válvula roda e faz barulho) abaixe o fogo e conte o tempo.
Terminado o tempo de cozimento, deixei esfriar antes de abrir a panela. O feijão estava pronto para ser temperado!
Numa panela comum, refoguei alho (ou use temperos de sua preferência). Eu gosto com muito alho! Acrescentei o feijão já cozido e sal a gosto. Deixei ferver e fui mexendo e acrescentando água até o caldo engrossar ou ficar encorpado ao gosto de quem tá fazendo.
Depois de já ter feito alguns feijões bem gostosos, fico pensando que é mito essa história de que fazer feijão é difícil. O pior é que propagamos essa história e muita gente acaba deixando de saborear essa delícia em casa. Não há feijão como o feijão caseiro!
Ajudando a reforçar o mito, está a panela de pressão. Ela é um utensílio super útil e que demanda atenção durante o uso como qualquer outro. Não fique sem feijão por causa disso!
Posso afirmar por experiência própria que feijão é mais simples de fazer que omelete, frango assado ou salpicão. E ainda fica bom mesmo depois de armazenado no freezer. É um alimento super nutritivo*, saboroso e é a cara do Brasil! Então, quebre também o gelo entre você e o feijão que eu garanto que dá um bom caldo! ;)


Bons feijões e feliz ano novo!


*mais informações: http://www.agencia.cnptia.embrapa.br/Agencia4/AG01/arvore/AG01_2_28102004161635.html



























quarta-feira, 18 de maio de 2011

Dia de folga para o pão

Eu não sei vocês, mas eu, por mais que goste de pão, às vezes sinto vontade de comer algo diferente no café da manhã ou no lanche. Por isso, Inspirada na proximidade das festas juninas, darei umas sugestões gostosas e nutritivas para quem gosta de variar.
Para quem quer deixar o pão para outro dia, minha sugestão é comer aipim cozido com manteiga ou margarina _ vai da preferência e necessidade_ ou mesmo azeite. Sim, pode parecer estranho para muita gente, mas vale comer azeite no café da manhã ou no lanche! Pra quem aprecia esse óleo, não é sacrifício nenhum usá-lo no lugar da margarina, por exemplo. O inhame também tá valendo! Para acompanhar, um café quentinho. Acreditem, fica uma delícia!

Ainda na linha salgados, o milho cozinho é uma ótima opção também!

Para aqueles que preferem algo com sabor mais adocicado, minha sugestão é batata doce, que pode ser pincelada com melado (você encontra em qualquer mercado grande), mel ou uma manteiguinha, se a preferência for um sabor misto.Café, chá, mate, café com leite... Vai do gosto ou necessidade de cada um!

Aipim, inhame, batata doce e milho necessitam de cozimento, não é? Em panela de pressão ficam prontos em pouco minutos, logo, o preparo não é exatamente um problema. Para quem não tem tempo ou paciência, há nos mercados produtos já descascados para facilitar nossa vida corrida. Então, vamos dar folga para o pão? E, de quebra, nos dar uma chance de nos deliciar com outros sabores, dando para uma segunda-feira um sabor especial de festa! Festa junina, julhina e todas as demais que fazem da nossa cultura algo delicioso e cativante! Caminho da roça, minha gente!

terça-feira, 8 de fevereiro de 2011

Para combinar: Kümmel e  hortelã

Sei que ando sumida por aqui. Além das horas investidas nos livros e artigos para entender melhor como se dão as questões da Educação Nutricional para poder escrever textos interessantes e contribuir de maneira mais consistente_ adoro essa palavra_, tenho também me embrenhado nos caminhos da crítica cinematográfica, minha outra paixão.
Dito isso, aproveito o meu dia de repouso_ joelho lesionado_ para falar desta minha paixão pela alimentação. E para tal, me senti tentada a falar de café. Mas, porque? Quem me conhece, sabe que eu amo cafeterias. Fico feliz como criança quando descubro uma cafeteria nova e chamo os amigos para conhecer. Não só pelo lugar que me encanta com seu charme e gastronomia singular, mas, claro, pelo café! 
Hoje de manhã me deliciei com uma combinação descoberta recentemente: um pão com Kümmel* sobre o qual eu passo uma camadinha de doce de leite argentino. Para acompanhar: café forte! Delícia! O que tem de tão especial nisso? O Kümmel tem um sabor que lembra o anis (algo picante e refrescante ao mesmo tempo) que combinado ao doce de leite (com sabor bastante doce e "fechado") resulta num sabor equilibrado e delicioso, principalmente indicado para quem gosta de doce, mas se incomoda com aquele sabor doce exagerado que fica na boca, meio enjoativo.


Outra combinação descoberta dia desses passeando na serra, foi o bolo de nozes* com hortelã para acompanhar o café! Essa combinação segue a mesma lógica. Para aqueles que acham o sabor das nozes (algo muito "terroso") enjoativo, olha que beleza: a hortelã dá a refrescância que as nozes precisam para serem felizes. Resultado, aquele bolo que tinha tudo para ter um sabor intenso e "cansativo" para algumas pessoas, fica leve e gostoso! E o café vem completar o conjunto.
Para quem não curte café, indico qualquer outra bebida de sabor mais intenso como mate ou chá preto.
E, como nutricionista que sou, além de falar da gastronomia, dos alimentos e  de suas fascinantes características,  deixo a dica dietética também: comer essa delícia no café da manhã ou lanche da tarde, porque comer de sobremesa do almoço ou do jantar pode ser caloria demais para um metabolismo só.
*Kümmel: especiaria super utilizada na culinária alemã com sabor que lembra o anis
*nozes: refiro-me à noz da nogueira (que, pra mim, parece um  cérebro em miniatura, não acham?), aquele do clássico bolo de nozes. Explico isso porque nozes, na culinária, é nome genérico para uma categoria que inclui ainda noz de pecã, de macadâmia, avelã, castanha do pará, de caju e por aí vai.

sábado, 30 de outubro de 2010


Ciência das coisas

É verdade. Como disse uma amiga minha, ando sumida por aqui.
Assim como dois corpos não ocupam o mesmo lugar no espaço, não se pode fazer um omelete sem quebrar os ovos. Pelo menos até agora ninguém provou o contrário e criou uma revolução de ideias sobre corpos e ovos, mas a ciência está sempre como um equilíbrio dinâmico entre o que se conhece e o que está prestes a se conhecer, reconhecer, descobrir ou seja lá como queira chamar isso.
Enfim, retomando a ideia original desta conversa, explico a razão da minha ausência. Razão mesmo, de raciocinar, de racionalizar, de teorizar, de enlouquecer meus neurônios_ faço com frequência. Como posso dizer? Bem... Descobri que doutorado não é apenas um trabalho de pesquisa, um processo de aprendizado e de produzir e adquirir conhecimento. Doutorado é um estado de espírito, por vezes assombrado, por vezes desesperado (ainda não cheguei nesse estágio). Além de trabalhar e estudar, eu me divirto e me atormento com ideias brotando principalmente dentro do ônibus ou na fila de espera do caixa eletrônico. Eu vejo minha tese em toda parte, construo argumentos mirabolantes para depois, quem sabe, encontrar algum filósofo ou estudioso que já tenha dito isso antes. Senão, fica só como uma ideia, uma hipótese que talvez eu possa testar um dia. Foco, Mônica, foco! A tese é uma só, deve ser limitada na abordagem e abrangente na repercussão. Como se faz isso?! Não sei, mas sou louca por essa piração e espero sair viva dela. Eu e minha tese.
Mais uma vez, qual era mesmo o motivo desta conversa? Ah, justificar minha ausência (que nem em eleição) dizendo que é difícil manter blogs recheados de textos bacanas e fazer doutorado ao mesmo tempo. Aquela história do omelete, lembra?
Então, para não abandonar meus amores (os blogs, tá gente), escreverei sempre que puder, mesmo que seja um texto meio sem contexto, ou não, como esse. Porque, na verdade, minha paixão mesmo é escrever. E minha alegria é encontrar uma amiga na rua e ela me dizer “Poxa, você não tá mais escrevendo. Gosto tanto do seu blog”.